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Um dia em Montmartre, Paris.

11 de outubro de 2016

Montmartre é o bairro dos artistas, das histórias de Amélie Poulin,  das fantasias do Moulin Rouge.

Localizado no 18° arrondissement, servido pelas linhas de metrô 2 (estações Anvers, Pigalle e Blanche) e 12 (estações Pigalle, Abbesses, Lamarck – Caulaincourt e Jules Joffrin), é o bairro mais alto de Paris, com aproximadamente 130 metros de altura.

Pensando nisso, imagine a profundidade escavada necessária para implementar as linhas de metrô? E as escadas que te levam à Sacre Coeur? Andar pelo bairro requer pernas, um bom tênis e calcular bem o roteiro para não passar por situações desconfortáveis.

Este bairro tem muito à oferecer, mas por ser afastado do grande centro, geralmente dedicamos um dia para visitá-lo, e às vezes até meio período.

Já visitei o bairro algumas vezes e todas as vezes fiz em meio período, mas caso você queira flanar pela região, reserve um dia inteiro para tal.

O caminho que vou indicar é o caminho Jaiminho, para evitar a fadiga! Então começo do metrô Anvers e vou direto ao ponto mais alto do bairro, a basílica de Sacre Coeur (Sagrado Coração). Veja que no mapa a baixo ele indica o caminho à pé, pelas escadarias. Fique à vontade! Para ir pausando e tirando fotos é sensacional. Mas se você quiser (ou precisa) evitar escadas, logo ali tem o Funiculaire, o bondinho que pelo preço de um bilhete de metrô te leva até lá em cima.

Chegamos na minha basílica do coração. Aprecie a vista da cidade, encontre no horizonte seus pontos turísticos favoritos, tire fotos panorâmicas. MAS ATENÇÃO!! Cuidado com os pick-pockets! Por ser uma região de intenso turismo, ladrões espertinhos estão por ali o tempo todo. Não dê bobeira, coloque sua bolsa/mochila na frente do corpo, proteja-se, ande com câmeras/celulares com alças enroscadas nas mãos e não aceite lembrancinha ou oferta de souvenirs de pessoas suspeitas.

Ao entrar na igreja você esquece desse mundo estúpido e sem respeito. Ela é um antro de paz e calmaria. Em algumas horas do dia, as irmãs cantarolam seus hinos e celebram sua fé, ecoando pela igreja o mais lindo som. É memorável. Se quiser ir à uma missa, veja aqui no site os horários.

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Você sabia que dá para subir no domo mais alto da basílica? O acesso fica pela lateral esquerda (posicione-se de frente às portas de entrada da igreja, vire à esquerda). Pagando 8 euros (tarifa sofre variação de acordo com a temporada) você subirá 300 degraus íngremes e com mais de 150 anos de idade para chegar ao topo e ter esta vista espetacular.

Após subir o domo (ou não! rs) continuamos nosso passeio descendo pela Rue Azais, seguindo pela Rue du Mont Cenis à direita para chegarmos à Rue Norvins e à Place du Tertre. Nesta rua e praça encontraremos várias boutiques e cafés com aquele charme que só o bairro de Montmartre possui, além dos artistas de rua fazendo retratos dos turistas. Veja lá no mapa que fiz um caminho contornando esta pequena área para que você possa aproveitar o clima artístico, tirar muitas fotos e comprar souvenirs.

Chegamos à praça Jean-Baptiste Clément, de frente à famosa Rue Lepic. A maioria dos roteiros indicam seguir por esta rua, para apreciar a arquitetura e alguns locais conhecidos, como o prédio onde morou Van Gogh (é indicado somente por uma placa), o restaurante Moulin de la Galette e no final dela, o Café des 2 Moulins, do filme da Amélie Poulain. Como minha intenção é sair do comum, vou te indicar outro caminho. Allez-y!

Contornando a praça Jean-Baptiste, seguindo pela direita, chegamos à Rue Ravignan, seguindo sua pequena curva passaremos por uma pracinha fofa e muito arborizada chamada de Émelie-Goudeau, por incrível que pareça você ainda estará na Rue Ravignan. Continuando pela Ravignan até o seu final, após perder os olhos pelas lojinhas da rua, viramos à esquerda na Rue des Abbesses. Aqui te indico ir à Place Jean Rictus, para tirar fotos temáticas e diferentes com o Muro dos “Eu te Amo”, um muro declarando amor em várias línguas do mundo. Lugar insólito de um bairro tão visitado.

Por todas as ruas você encontrará um bom lugar para comer. O bairro é bem servido de restaurantes e cafés. Mas principalmente de casas de chocolate e biscoitos (ou bolachas, você escolhe rs). Este roteiro termina na estação de metrô Abbesses, uma das mais antigas do bairro, com arquitetura única e um elevador que cabe 100 pessoas! Para descer você pode arriscar as escadas, mas já que tem o elevador… =D

Segunda parte do roteiro na verdade é mais uma indicação de como seguir de Abbesses à Blanche para tirar foto em frente ao Moulin Rouge. É simples: metrô Abbesses linha 12 direção Mairie d’Issy, descer em Pigalle, pegar linha 2 direção Porte Dauphine e descer em Blanche.

Bah oui oui oh lálá, são só 750 metros. E eu espero muito que você consiga terminar o percurso inteiro andando. Mas se por acaso alguém ficar cansado e quiser uma outra forma de ir até lá sem precisar andar, fica a dica 😉

Coloquei a descida pela Rue Houdon pelo simples fato de ter uma Brioche Dorée numa esquina e Mc Donald’s em outra. Não que eu seja a favor dos fast-foods, mas dos banheiros que podemos usar, aaaah isso sim!

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E assim terminamos nosso passeio de une journée ou demi journée pelo bairro mais boêmio de Paris.

Se tiverem dúvidas ou precisarem de uma mãozinha no roteiro, mande um e-mail que eu posso te assessorar nisso. Aqui e aqui você também tem outros roteiros que te ajudarão no seu passeio pela cidade luz.

Bisous

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Daniela Santos

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Minha vida já deu muitas voltas, já morei em 3 cidades brasileiras diferentes, já viajei para lugares que nem meus pais dormiram ao saber da aventura. E não quero parar! Compartilho agora com você minhas aventuras, visões e experiências para que esse mundo lindo, cheio de diversidade, que nos transforma em alunos da vida seja fascinante e inspirador para você também.

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