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Crônica de viagem: minha experiência com o inverno

8 de dezembro de 2017

Eu acredito no poder do compartilhamento. Que a experiência de uns pode ajudar na experiência de outros. Não que uma história vá mudar 100% sua vida ou será a salvação de outra, mas quando nos preparamos, lendo sobre a vivência de outros garanto que algo irá mudar e você estará mais forte para passar pelos bons e maus momentos de uma viagem.

Está chegando o inverno para os países do hemisfério norte e muita gente se pergunta como que é passar por temperaturas negativas, principalmente se for  sua primeira vez em um ambiente tão frio e diferente da sua realidade.

Vou relatar minha experiência em três países diferentes: Canadá, França e Rússia.

O Canadá foi o primeiro que visitei. Foram 3 meses em 2008 para intercâmbio de inglês e fiquei em Hamilton, uma cidade ao sul de Toronto. Primeira viagem internacional, sozinha, eu que tinha escolhido e feito tudo por conta (da matrícula na escola a compra de passagens e visto).

Não fazia ideia do que era frio, e olha que moro em Curitiba, cidade que tem alguns dias de inverno bem consideráveis. Mas fui perguntando para amigos e pesquisando para saber o que levar. Tive muita dificuldade porque naquela época a internet não era tão desenvolvida como hoje.

Você já parou para pensar o quanto isso mudou nestes quase 10 anos? Concordo com especialistas que dizem que a Internet é a 4° revolução industrial, então devemos fazer bom uso dela.

Donc, depois de arrumar a mala e me preparar pra viagem, cheguei em Toronto sob neve. É mágico vê-la pela primeira vez, aquela paisagem branca pela janela do avião, um monte de gente trabalhando na pista do avião e você se perguntando como eles aguentam?

Eu era beeeeem desligada no quesito roupas, e também não tinha como comprar casacos caros ou roupas especiais de inverno, daquelas marcas boas, afinal era estudante e todo e qualquer dinheiro que entrava era muito bem contado e programado para gastar em coisas essenciais.

É duro ser universitário - Oh lala, Dani!

Para essa viagem levei um casaco emprestado de uma amiga, um sobretudo fantástico que ela comprou quando morou no Canadá, em um brechó (que aliás são muuuuito bons no Canadá). Foi a minha salvação, pois lá peguei temperaturas super negativas: um dia sai para passear e demorei 5 minutos na rua, com o vento gélido a sensação térmica era de -45 °C.

E nesse dia aprendi: luvas e protetores de ouvido são ESSENCIAIS em uma viagem para inverno. Se a temperatura estiver menor que 5 °C e com vento, considere usar protetores se não quiser acabar o passeio com uma super dor de ouvido.

No Canadá também aprendi a ver o horário certinho que o transporte público passa. Na maioria dos países do hemisfério norte o horário de ônibus e metro são certinhos e cronometrados. Então eu só ia pro pronto de ônibus 1 ou 2 minutos antes do ônibus passar. Assim não precisava ficar congelando pela espera do busão.

Aquela animação para o frio - Oh lala, Dani!

Já na Rússia aprendi que nunca na vida se deve andar de sapatilha e meia. E olha que quando eu fui estava no fim de outono, não tinha nem nevado ainda, mas peguei temperaturas de 5 °C à noite e 10 °C de dia. Fui a Moscou depois de ter passado um tempo em Paris (calor na medida = mala de semi estação) e Finlândia (aqui já começava a esfriar = mala de inverno). Mas não levei bota pois eram só 4 dias pela Rússia, então pensei “aah sapatilha e meia, como faço em Curitiba, vai dar super certo“.

Que bobinha! Quanto menor a temperatura maior a possibilidade de você desinchar e seu pé ficar “foló” nos sapatos. Usei meia calça e sapatilha para caminhar o dia todo com meu amigo que me ajudou como guia (eternamente grata, se não nunca teria ido pra lá) e no final do passeio estava com muito frio nos pés além de uma dor insuportável no colo do pé de tanta força que fiz pra manter o sapato no lugar. Sapatilha e meia calça para turistar no inverno nunca mais!

Outra coisa que aprendi na Rússia: ter sempre um cachecol em mãos. Às vezes não estava um frio intenso a ponto de usar os protetores de ouvido, mas era virar em uma rua que batia aquela rajada de vento, e cobrir a cabeça e orelhas com o cachecol é super válido.

E na França, minha experiência foi muito melhor!

Afinal já havia visitado a França no momento máximo do verão, na primavera e no outono, faltava o inverno. Depois de todas essas experiências, estava preparada para levar um armário cápsula perfeito de viagem para o inverno.

Itens essenciais para mala - Oh lala, Dani!

Mas a gente sempre tem algo para aprender! Apesar de levar os protetores de ouvido, luvas próprias para inverno, botas confortáveis e forradas com material térmico ainda faltava aprender uma coisa: os franceses AMAM um aquecedor ligado na potência máxima.

O que isso quer dizer? Quer dizer que você vai suar pindaíbas ao entrar em um museu/restaurante/ambiente que esteja fechado e climatizado, vai ter que carregar o casaco pesado e ainda carregar sua câmera/bolsa/mochila.

Então minha dica de ouro é: esqueça os casacos brasileiros e invista sim em um bom casaco que seja leve e super quentinho. Eu sempre indico a marca Uniqlo, é o tipo da roupa que você vai comprar e usar pra sempre, vai poder guardar pras próximas viagens ou comprar em parceria com amigos/familiares e dividir o gasto com eles.

Se você quer investir em um único modelo, aquele básico que servirá para todas as suas futuras viagens, escolha um modelo HeatTech, que seja comprido, que chegue no meio das suas coxas. Proteger a lombar e o quadril é fundamental para conseguir passar mais de 3 horas andando e passeando pelas ruas no inverno.

Mas se você tem vários casacos de frio, por morar em uma cidade fria, você pode optar por levar um casaco moderadamente leve e comprar um colete de lã ou com tecido tecnológico que irá preservar o calor dentro do casaco. Assim quando você entrar em um ambiente fechado vai poder abrir o casaco e o colete, sem precisar tirá-lo de verdade.

Tira casaco, poem casaco, molha a roupa de suor, seca a roupa com vento frio…

Coloca o casaco, tira o casaco - Oh lala, Dani!

E com relação a bolsa/mochila de viagem? Confesso que é muito incômodo usar mochila durante uma viagem no inverno. A mobilidade é reduzida devido o uso de casaco e luvas, e quando vamos puxar a bolsa a gente se bate todo pra tirar e colocar a mochila de volta nas costas.

Aprendi que: casaco bom também tem que ter bolsos! Quanto mais melhor, assim você distribui tudo nos bolsos como celular, carteira e documentos, e deixa para usar como bolsa lateral, naquele estilo “carteiro”, o que você pouco vai pegar: mapas, câmera, garrafa de água, lenços de papel e protetores labiais (exemplo tá? Você pode acabar levando outras coisas ou até nada mais que aquilo que cabe no bolso!).

E quais foram as suas experiências com inverno? Deixe nos comentários suas histórias e assim ajudamos outros leitores com as viagens deles, agregando experiências!

Ah e vai aqui alguns links de outros posts que escrevi e que podem te ajudar nessa viagem:

Como arrumar mala pro inverno?

Euro Disney no inverno, vale a pena?

Lojas baratas em Paris

Feiras de Natal em Paris: lista completa

Museus e monumentos com entrada gratuita em Paris

Bisous,

Dani.

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Minha vida já deu muitas voltas, já morei em 3 cidades brasileiras diferentes, já viajei para lugares que nem meus pais dormiram ao saber da aventura. E não quero parar! Compartilho agora com você minhas aventuras, visões e experiências para que esse mundo lindo, cheio de diversidade, que nos transforma em alunos da vida seja fascinante e inspirador para você também.

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